quarta-feira, 12 de julho de 2017

Revolução Constitucionalista - A Revolução das Oligarquias Cafeeiras!






Muito fala-se em “heroísmo paulista” entre os revolucionários de 32, fantasia-se o histórico deste período conturbado do país em que era exigido que o Brasil promulgasse uma nova constituição, na qual, por via tornaria o Brasil um país mais democrático. Mais tarde este descontentamento se transformou em um intenso combate entre as forças revolucionárias constitucionalistas e as forças do governo. Porém, apesar dos fatos é preciso desmistificar os interesses, diga-se de passagem, “ocultos” por trás desta revolução.

Os anos de 1930 resumem-se em um cenário político caótico, no qual eram disputadas as eleições presidenciais entre a oposição da Aliança Liberal (liderada por Getúlio Vargas e João Pessoa) e Júlio Prestes. Contudo, através de formas sorrateiras foram fraudadas as eleições presidenciais e Júlio Prestes se elege. Mais tarde, envolvido em conflitos políticos regionais é assassinado João Pessoa, e o acontecimento é considerado uma manobra do governo para calar os opositores. 

A morte de João Pessoa foi o estopim para que fosse iniciada uma mobilização armada e revolucionária contra as forças da República Velha, e assim conflagra-se um conflito em que as forças lideradas por Getúlio derrubam o poder e o mesmo assume, e assim se dá o fim a Primeira República (cujo o governo na época era impopular perante as massas) e as oligarquias cafeeiras.

A Revolução de 30 não foi apenas uma revolução contra a República Velha, mas também uma revolução contra as elites cafeeiras. A instalação do Governo Provisório promoveu a ruptura da política do café-com-leite, que caracterizou a República Velha. Nada mais repugnante para as antigas elites oligárquicas, pois seu império esteve sobre ruínas.

Já sobre o Governo Provisório e com as elites oligárquicas impedidas de qualquer controle político (cujo as quais eram acostumadas), pois a antiga constituição foi revogada, inicia-se um período de revolta das forças conservadoras do antigo regime oligárquico. Contudo, posteriormente, diante de tensões políticas agravou-se um conflito iniciado pelas forças revolucionárias constitucionalistas em oposição ao regime varguista.

Tendo em vista os fatos levantados, as forças constitucionalistas paulistas não surgiram por mero descontentamento de povo paulista sobre ‘’espírito revolucionário”, mas em detrimento da profunda ojeriza das elites oligárquicas e cafeeiras que dominavam e influenciavam o país tanto no contexto político quanto econômico. 

A Revolução de 1932 foi a revolução das elites oligárquicas, uma revolução conservadora que serviu os interesses das elites oligárquicas/oligarquias cafeeiras que buscavam retomar o antigo status-quo de influência política e econômica no governo federal.

A República Velha marcou o regime das oligarquias, o mesmo regime que impediu a industrialização do Brasil em detrimento supressão industrial e tecnológica para manter o monopólio econômico nas mãos das oligarquias cafeeiras, fazendo do Brasil um mero exportador agrário. Estas elites entardeceram por anos a industrialização do Brasil, impedindo assim o desenvolvimento do país.

O fato anteriormente citado trata-se de perspectivas econômicas, o que, diga-se de passagem, é gravíssimo, porém, é preciso ressaltar o contexto social no período.

O Brasil necessitava de mão-de-obra para a lavoura no início do período republicano, contudo, as novas oportunidades de trabalho na lavoura levaram a imigração italiana no Brasil de 1887 a 1930. Os imigrantes foram submetidos a duras condições de existência no campo, pois trabalhavam como meros serviçais dos barões de café.

Os primeiros operários eram imigrantes italianos, que insatisfeitos com a exploração nas fazendas de café, transferiam-se para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, os principais polos econômicos do país. As condições de trabalho nas fábricas eram duras: jornadas diárias que se estendiam a 15 horas, salários sempre baixos, ausência de um sistema de previdência social ou indenização em caso de acidente ou invalidez. Nas fábricas, trabalhavam um grande número de mulheres e crianças, pois recebiam salários menores, e eram mais fáceis de controlar. Ou seja, não havia um sistema de seguridade social para os trabalhadores pela inexistência de direitos trabalhistas.

Foi contra este modelo político, econômico e social que Vargas e as forças revolucionárias de 30 faziam oposição, e quando Vargas assume o poder faz completamente ao contrário, revoga a antiga constituição, inicia o processo de industrialização do Brasil, cria a legislação trabalhista e realiza intervenções do Estado na economia para remover o Brasil da crise de 29. 

Em síntese, após assumir o poder Getúlio dá início um modelo político-econômico de perspectivas nacionalistas e trabalhistas.

Contudo, saudar a Revolução Constitucionalista é saudar a preservação do status-quo das elites oligárquicas cafeeiras do Brasil. Uma revolução imoral, desonesta e sobre interesses ocultos que não os interesses do povo paulista, mas de oligarquias que manipulavam o contexto político, econômico e social do Brasil. Por final, mostrou-se como um atentado ao governo revolucionário que repeliu os direitos políticos imorais destas elites oligárquicas.

PELOS REVOLUCIONÁRIOS DE 30, PELAS FORÇAS ARMADAS QUE REPELIRAM OS REVOLUCIONÁRIOS DE 32, POR GETÚLIO DORNELLES VARGAS, EIA SUS!
BRASIL ACIMA DE TUDO, EIA SUS!

Tropas Federais no Parque Municipal


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