quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O RECOMEÇO DE UM TRABALHISTA, VIVALDO BARBOSA




Vivaldo Barbosa é um trabalhista histórico, um dos poucos destacados remanescentes fiéis do Brizolismo ainda vivos, possui doutorado em Direito pela Universidade de Havard, é advogado e professor universitário, no âmbito político foi secretário de justiça do governo Brizola no Rio e deputado federal pelo PDT, legenda criada sob a liderança do antigo caudilho gaúcho na volta do exílio, como membro da Assembléia Constituinte foi o segundo deputado federal que mais apresentou emendas durante os trabalhos 

Em 2013 saiu do PDT por não concordar com a atuação do ex-ministro Carlos Lupi à frente da sigla. O texto de despedida dizia que o “PDT é dirigido pela dupla Lupi e Manoel Dias, que, com a morte de Brizola, colocaram o livro de atas debaixo do braço e montaram estrutura de domínio do partido”. O ex-deputado teve a coragem de denunciar à época o esquema que, de cima para baixo, partindo do Ministério do Trabalho, aparelhava todo o partido através de Secretarias de Trabalho municipais, nas quais o PDT conseguia nomeações muitas vezes através de alianças espúrias com qualquer tipo de partido, e ONG’s especialistas em se aproveitar de verbas públicas:

“As verbas saem do Ministério, vão para as secretarias administradas por secretários indicados por eles e são direcionadas para ONGs ocupadas por gente a eles ligadas, que recebem e repartem as verbas. O mesmo grupo de deputados, secretários, seus assessores, os dirigentes amigos das ONGs, ocupam o Diretório Nacional do PDT, fonte originária de todo esse esquema de poder para aproveitamento de verbas públicas. Dos mais de trezentos integrantes que compõem o Diretório Nacional, (apenas) entre 10 e 20% são de militantes trabalhistas e nacionalistas autênticos e originais”.

E finaliza em sua carta de despedida: “O PDT não tem mais jeito. Não nos resta mais esperança de ver o partido voltar ao seu leito histórico de honradez e firmeza de princípios. Permaneceremos fiéis às lições de Brizola”.

Após três anos sem filiação política, em 2016, Barbosa parece ter se reencontrado no PPL, Partido Pátria Livre, um partido nacionalista progressista, que, segundo seu estatuto, prega uma frente ampla popular em defesa da soberania nacional, no espírito do coletivismo e da solidariedade, educação pública integral (bandeira principal do brizolismo) e na defesa incondicional dos direitos trabalhistas, Vivaldo assumiu a vice-presidência ainda nesse mesmo ano.

Na atual conjuntura crítica em que se encontra o cenário político brasileiro, Vivaldo afirma, em artigo escrito conjuntamente com João Vicente Goulart (filho do presidente Jango, deposto pelo golpe civil-militar de 64), que “o novo governo que se instalou com o afastamento da presidente Dilma Rouseff, anuncia que pretende aplicar o projeto neoliberal/conservador de maneira mais exacerbada e radical do que Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso”, antes da reforma da previdência ser aprovada já declarava que esta viria para “espoliar” os aposentados, além de prever futuros ataques a CLT e direitos trabalhistas em geral.

O combate de Vivaldo contra o neoliberalismo e o “entreguismo” não é novidade, em seu Verbete Biográfico, publicado pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, é recordada a importante participação de Barbosa na luta contra o programa de privatização do governo federal, através da reeditada Frente Parlamentar Nacionalista, da qual foi secretário-geral. Ao contestar os processos de privatização das usinas siderúrgicas Usiminas e Acesita, ressaltou a ilegalidade dos editais por permitir a utilização de “moedas podres” (títulos da dívida externa) na compra de ações que, segundo Vivaldo, subavaliavam as empresas.

É exatamente em momentos como esse, de avanço do neoliberalismo, de ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários, que precisamos de figuras experientes, idôneas e comprometidas com a classe trabalhadora como Vivaldo Barbosa, uma exceção a regra no meio desse ambiente imoral da política brasileira, dominada por calhordas da pior espécie, lesa-pátrias, dispostos a destruir o patrimônio público amesquinhando o Estado e a entregar as riquezas nacionais novamente ao capital estrangeiro.

A LNT, Legião Nacional Trabalhista, ciente da importância dessa figura viva do brizolismo, presta homenagem ao grande trabalhista Vivaldo Viera Barbosa... EIA SUS!

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