domingo, 30 de outubro de 2016

Os três níveis da corrupção pelo Dr. Bautista Vidal





  
Primeiro, envolve recursos financeiros de até dezenas de milhões de dólares e deliquentes que, comparativamente aos dos outros níveis(2 e 3), são “ladrões de galinhas”. Os crimes deste nível são objeto de ampla e detalhada divulgação pela mídia, semanas a fio. Somente neste primeiro nível, a roubalheira em comparação insignificante aos outros níveis, toma conotação de escândalo, de ilegalidade. Tudo se apresenta como se a moralidade nacional estivesse sendo passada a limpo, salva, portanto por uma vigorosa opinião pública garantindo o fim da impunidade.
O mesmo não se segue com os níveis de corrupção que se seguem(2 e 3), de outra dimensão e importância para a sociedade. Nestes, o silêncio da mídia é absoluto e os principais responsáveis são apresentados como sérios e de caráter limpo executores das formalidades públicas e privadas, símbolo do respeito internacional e respeitados pela dimensão dos negócios em que estão envolvidos. Quando algum aspecto inconveniente escapa ao controle, é logo restabelecida, de modo a não aparentar dúvidas, a moralidade arranhada.

No segundo nível de corrupção, referente ao sistema financeiro, as roubalheiras são da ordem de dezenas e centenas de bilhões de dólares. Envolve como massa de manobra e manipulação das dividas interna e externa, as emissões monetárias, as taxas de juros, de câmbio, de inflação e tantos outros índices financeiros, controlados de modo imparcial pelos senhores absolutas da tirania monetária internacional.

O terceiro nível e o último nível de corrupção refere-se às ditas “privatizações”, que envolvem patrimônios naturais pertencentes à Nação, cujos controles estão sendo transferidos para grupos suspeitos externos e que envolvem também os ativos de empresas estratégicas de economia mista, guardiãs desses recursos e meios cruciais à garantia de estabilidade do Estado-Nação. Isso envolve valores inimagináveis de centenas de bilhões e trilhões de dólares, na realidade, impossíveis de serem avaliados por meio de moeda fictícia como o dólar.



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