sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Alberto Pasqualini e o Trabalhismo Cristão



Na foto: Brizola no microfone, ao seu lado esquerdo de terno preto Alberto Pasqualini e ao seu lado esquerdo, virado de perfil o ex-presidente João Goulart.


"O trabalhismo não pode ser uma atitude meramente sentimental, romântica ou platônica. Muito menos deverá ser uma expressão demagógica ou do esnobismo político. O trabalhismo deve caracterizar-se por uma posição clara e definida perante as concepções e os problemas sociais e por uma série de soluções práticas para esses mesmos problemas." 

Se vivo, hoje Alberto Pasqualini completaria 115 anos. Nascido no ano de 1901, em Ivorá, então distrito do município de Júlio de Castilhos, no Rio Grande do Sul. Alberto Pasqualini foi um dos grandes nomes do trabalhismo brasileiro. Dedicou-se à doutrina trabalhista, tanto na política quanto na teoria. Junto com grandes nomes da política nacional e gaúcha como João Goulart, Leonel Brizola e Getúlio Vargas, ajudou a fundar o PTB e a promover sua base ideológica, na política e na militância.

Sintetizou o trabalhismo brasileiro, como chamava, inspirando-se no trabalhismo inglês, no humanismo, no direito e, principalmente, na Doutrina Social da Igreja. Por influência dessa última, o trabalhismo brasileiro também ficou conhecido como "trabalhismo cristão". Pasqualini almejava e seguia a "civilizada política inglesa"; prezava pela síntese entre oposição e situação em prol do bem público; por influência humanista, desejava vida e condições de trabalho dignas a todos os brasileiros. Foi um severo crítico dos liberais-conservadores e dos comunistas, por estes não realmente se importarem com os interesses reais do povo, o bem público; ao invés disso, preferiam a politicagem e o fisiologismo.

Pasqualini também prezava pela legalidade constitucional, chegando a fazer oposição aos próprios correligionários e aliados, quando estes simplesmente adotavam posições contrárias à ordem institucional. Fez severas críticas ao "jeito primitivo" da política gaúcha: o ganguismo e o paternalismo. Abominava o jeito caudilhesco, coercivo, amedrontador, cabresto, de se fazer política. Um dos seus maiores atos como político, foi, no Senado, quando liderou a campanha pelo monopólio estatal do petróleo. Graças à essa campanha, a Petrobras foi criada e deteve o direito exclusivo das explorações petrolíferas no Brasil.

Em suma, a Legião Nacional Trabalhista - LNThomenageia e declara-se seguidora da síntese pasqualinista, a doutrina que influenciou a política brasileira durante o século XX: o trabalhismo brasileiro.

De trabalhismo, a LNT entende.

ALBERTO PASQUALINI, PRESENTE!

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